O 12 de junho – Dia de celebrar a paixão pelo Palmeiras

  • 12 de junho de 2017
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Quem acredita no Divino, não acredita em coincidências e não atoa o dia do 12 junho em que tradicionalmente comemoramos o dia dos namorados, celebramos o amor pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Amor esse mais forte que muitos namoros, mais duradouro que muitos casamentos e certamente eterno de alma.

12 de junho de 1993 dia em que o verde voltou a ser cor, dia em que foi iniciada a década de ouro palestrina. A data da final do Paulista de 1993 está na ponta da língua do torcedor e é entoada até hoje nas arquibancadas:

“Foi em 93,

Nós ganhamos o Paulistão,

Foi em cima dos gambás,

4 a 0 pro verdão!”

Mas o que faz o título de 93 e o 12 de junho tão especiais?

O Palmeiras vinha de uma longa fila de títulos, 17 anos sem levantar uma taça. Ano após ano os títulos que estavam perto de serem conquistados acabavam caindo nas mãos de outras equipes. Em 1992 o Palmeiras havia amargado o vice-campeonato paulista ao perder a final para o São Paulo.

O torcedor palmeirense é leal e nunca abandonou o time, nem nos jejuns mais longos e nem nos momentos mais difíceis e nesses 17 anos não foi diferente. O torcedor sempre esteve ao lado do time, mas faltava aquela taça, aquele título para premiar os corações palestrinos.

Quiseram os deuses do futebol que a final do Campeonato Paulista de 1993 fosse contra o arquirrival Corinthians, talvez foi esse o modo encontrado por eles para deixar esse título ainda mais inesquecível.

No jogo da ida o verdão perdeu por 1 x 0 para o rival que cheio de soberba achou que aquele gol garantiria o título. Foi nesse jogo que Viola imitou um porco para provocar o Palmeiras, acreditando o título seria alvinegro. Mas talvez esse seja até hoje um dos maiores arrependimentos de Viola. A imitação de porco fez o Palmeiras virar o verdadeiro porco louco em campo que não mediu esforços para chegar ao título estadual no jogo da volta. A provocativa comemoração serviu de combustível aos atletas palmeirenses e o final a gente sabe qual foi.

Fonte: Globo Esporte

No jogo da volta o verdão vencia por 3 a 0 o rival, mas segundo o regulamento da época o elástico placar ainda não assegurava o título, seria necessário a prorrogação.

Mas aos 7 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o zagueiro corintiano Ricardo puxou a camisa de Edmundo dentro da área: pênalti para o Palmeiras.

Edmundo corre ao banco e avisa o pofessô Luxa que vai bater a penalidade, mas Luxa é firme e avisa: quem bate é Evair, ele é o batedor oficial da equipe.

Já eram 10 minutos quando Evair se preparava para bater a bola no gol de Wilson. Wilson que era ex-companheiro de Evair dos tempos de Guarani que frente a frente sabiam que só um ali entraria para história. Evair correu a passadas firmes para a bola e…

Partiu Evair pra bola, bateu, É GOL! (gol, gol gol)! E agora eu vou soltar a minha voz!!! GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLL DO PALMEIIIIIIRASSSSS!!!! O Palmeiras é Campeão Paulista de 1993 em cima do Corinthians!” – José Silvério, 12 de junho de 1993.

Wilson de um lado e bola do outro, o gol do título do Campeonato Paulista de 1993.

“Chora Viola, imita o porco agora” era gritado pela torcida alviverde naquele final de tarde no Morumbi. Ganhar um título é bom, mas ganhar em cima do maior rival é indescritível.

Foram seis segundos entre e o apito e o gol, seis segundos que duraram a eternidade de 17 anos, seis segundos que levaram embora o peso da ausência de títulos e mais do que isso, seis segundos que abriram as portas para a década de ouro palestrina. Momento em que a alma palestrina foi lavada e o coração premiado.

Evair certa vez sintetizou bem o que foi aquele gol:

“Um gol considerado simples, de pênalti, mas que, naquele momento, era o mesmo que carregar a nação inteira nas costas.”

Aquela equipe que era composta por: Sérgio, Velloso, Mazinho, João Luís, Cláudio, Roberto Carlos, Jefferson, Antônio Carlos, Edinho Baiano, Tonhão, Alexandre Rosa, César Sampaio, Daniel Frasson, Amaral, Sinho, Edílson, Jean Carlo, Juari, Naná, Edmundo, Evair, Maurílio, Soares, Sorato e Paulo Sérgio; disputou 38 jogos, com 26 vitórias, 6 empates e 6 derrotas. Teve o melhor ataque da competição com 72 gols marcados e foi a defesa menos vazada com 30 gols sofridos. Inquestionável superioridade alviverde.

O 12 de junho de 93 é o dia em que nossa paixão pelo Palmeiras foi premiada, anos duros e desapontamentos não eram nada perto da alegria proporcionada por aquele título e de celebrar essa relação de amor que temos com o verde e o branco. Dia em que realmente o verde voltou a ser cor, dia em que o verde voltou a entrar no mapa do futebol, dia em que o verde voltou a ser respeitado pelos rivais, dia em que o verde transbordou em nossos corações. Dia de superação, garra, raça e paixão, tudo que sintetiza bem o que é o amor pelo verdão. 

Até hoje o 12 de junho é celebrado, mesmo pela geração que nem mesmo era nascida nesse dia e isso por quê? Porque história é para quem tem e graças a Deus nosso palestra nos dá muitas histórias para contar, celebrar e reforçar o nosso amor. No dia em que se celebra o amor nada melhor do que celebrar o nosso eterno amor pelo Palmeiras.

Dia 12 de junho para o palmeirense nunca será apenas o dia nos namorados, isso porque foi no dia 12 de junho de 1993 que fizemos o nosso casamento eterno de alma com a Sociedadde Esportiva Palmeiras: dia de paixão palmeirense.

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