Pós-jogo| Palmeiras x Cruzeiro – Por mais uma noite, uma odisseia no Palestra. #07

  • 29 de junho de 2017
  • Matheus Lotti
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Em outra ocasião, já vim até vocês e contei um pouco sobre a Odisseia, tanto a escrita por Homero no longínquo século VIII A. C, como a protagonizada pelo Palmeiras contra o Tucumán. Aliás, a vida do Palmeiras na liberta foram sequências de odisseias, uma mais emocionante que a outra, e para quem achava que esses sofrimentos ficariam reservados apenas para a competição sul-americana, bom, estávamos errados.

 

Minha vontade era nem comentar muito sobre o primeiro tempo deste jogo, mas vamos lá. Fora os minutos que antecederam o primeiro gol do Cruzeiro, em que o verdão veio como porco loco para fazer gol, nada mais aconteceu para que nós palestrinos tivéssemos alguma alegria. Mano Menezes apostou em um time defensivo que explorasse o erro. E deu muito certo, ele conseguiu dar o famoso nó tático em Cuca. O primeiro tento da Raposa veio de um contra-ataque mortal, em que a marcação alviverde ficou perdida. Parafraseando o social media do Atlético Goianiense: Gol do Palestra errado. E talvez pela raiva que eu estava, não percebi se o Cruzeiro atacou mais, só me lembro de mais 2 ataques, e os dois deram em gol. Em um deles, gol daquele que já nos deu alegria e fez golaços que pra sempre ficaram marcados em nossa memória. A lei do ex é incrível, gol de Robinho. 3×0 na primeira parte.

Quero acreditar que você, assim como eu, ao final do primeiro tempo estava igual o saudoso torcedor do America, esbravejando e quebrando tudo. Seria mais uma manhã em que acordaríamos e diríamos ”bom dia pra quem?”. Só que o Palmeiras tem dessas coisas, fazer a gente querer dar uns tapas com responsabilidades nos jogadores, e depois os abraçar, tal qual Dudu fez na final da Copa do Brasil de 2015. E quis o destino que mais uma vez, o nosso baixinho se encontrasse com a Gol Sul, e ali tem história. No primeiro tempo ele foi quem entrou pra jogar bola, como sempre representou nós torcedores, afinal, ele é um de nós naquele gramado. Coube a ele liderar o empate heroico e escrever esta odisseia.

No primeiro gol, vimos aquilo que fez falta no primeiro tempo, uma boa troca de passes, que deixou Zé livre para chutar, e no rebote Dudu mandou pro gol. Depois, Borja foi guerreiro e conseguiu o passe de cabeça para nosso capitão, que fez o seu segundo gol. 1, 2 vezes Dudu, como em 2015 e na mesma Gol Sul. A lei do ex já havia se virado contra o Cruzeiro, afinal, Dudibres começou sua carreira na toca da Raposa. Mas não era o bastante, faltava o dele, aquele que por inúmeras vezes fez gols decisivos a nosso favor. Após bola lançada na área, a zaga cruzeirense afasta, e Willian Bigode de primeira…quer dizer, Willian Bigode e os milhões de palmeirenses por todo mundo, pegaram de primeira e deram números finais a peleja.

Um empate não era o que queríamos. Sempre esperamos a vitória, por mais magra que seja, ainda mais jogando em casa. Mas ao levar 3 gols, em um primeiro tempo que nosso time nos fez desejar que eles nem tivessem entrado em campo, você espera que alguém no intervalo tenha peito e faça os caras comer grama. Acredito que alguém tenha feito isto. Duvido muito que tenha sido o presidente, no mínimo o mesmo estava no camarote da patrocinadora, tomando um cházinho e vendo o time perdido. O que ta ruim pode piorar, então ou você se fecha ou vai pro tudo ou nada. O Palmeiras conseguiu fazer os dois e foi efetivo. Os 11 atacaram, os 11 defenderam. Errata novamente…a nação palmeirense atacou, a nação palmeirense se defendeu, e juntos buscamos o empate, na bola, na reza e no gogó.

É evidente que o jogo nos mostrou que existem coisas a serem mudadas. Cuca tem que entender que ele precisa reformular algumas coisas, rever sua ideias, para jogarmos mais seguros. A tática em que o time joga, faz que os jogadores tenham a ânsia de resolver o mais rápido possível, e nem todo jogo isso vai dar certo. O primeiro gol do Cruzeiro, fez com que o time se desesperasse e ficasse perdido. O time conseguiu impor o jogo no segundo tempo, num ritmo que nem o Cuca imaginava. Da pra aliar Academia com Porco Loco muito bem, o time tem competência para isso e soube fazê-lo na segunda etapa. Saber quando ser rápido e quando ser paciente. Valeu demais ver um time unido, guerreiro, que jogou no coletivo, um por todos e todos por um.

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