Há 7 meses, o Palmeiras sente a falta de um presidente como o Paulo Nobre…

  • 31 de julho de 2017
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Por Ellen Chaves

Entre tantos benefícios e obrigações, enquanto ocupante do cargo, que já proporcionou ao Palestra, como o fato de investir sua própria grana no clube, o pulso firme, a voz de comando, a recuperação do respeito que o Palmeiras havia perdendo devido aos grandes desacertos que os mandantários escreveram na história do clube; apesar da sua não tão bem sucedida primeira gestão, a nossa maior sorte era Paulo Nobre ser um torcedor.

Depois do empate lá no Independência numa quinta, no dia 17 de novembro, o então presidente fez questão de cumprimentar cada um dos jogados. Em frente ao túnel que dá acesso aos vestiários, suado, Nobre, de maneira bem contida – mas expressiva – aguardava e recebia cada jogador com sorrisos, abraços e apertos de mão.

Há quase 05 anos o personagem era diferente. Quem não se lembra do Tirone, flagrado comendo coxinha durante um jogo no período do rebaixamento e, mesmo após ser fato concretizado, o ex-presidente resolveu relaxar de tudo aquilo que foi de sua grande responsabilidade, à beira mar? Ou, mais que Tirone, quem nunca ouviu falar de Mustafá?

Pois bem, são tempos dessa maré. Se por um lado nós sabíamos o que era ter um presidente torcedor, conhecemos um atual com perfil bem oposto. Que entrega o comando do clube a empresários, a gerente de futebol que manda e desmanda no time. Que passeia em meio a campeonatos. É bom lembrar que depois de uma era chamada Parmalat, o Palmeiras amargou um dos seus piores momentos. Tudo isso porque o clube se sustentava a partir de muito dinheiro, mas de uma péssima gestão.

Com a história e tradição que tem o Palestra, Palestra de São Paulo e Palmeiras, o clube não pode ser refém de parcerias como essa, pois acaba por correr o risco de dois possíveis problemas, senão, os dois: ser refém de patrocinadores ou passar por anos de crise interna, financeira e dentro do campo, com jejuns intermináveis, esperando por mais um presidente torcedor ou por mais um patrocinador. Nenhuma empresa patrocina sua marca quando a marca de quem é patrocinada é menos relevante que a própria. Quem ganha, muito mais, sabemos, não é o alviverde. Afinal, a empresa continua levando o seu nome, enquanto certa ala do clube leva o nome da empresa.

Precisamos admitir que o mar não estava para peixe por acaso em 2016, aliás, o campo não anda para tantos gols por nada. Realmente, num mundo onde o dinheiro fala mais alto do que qualquer outra coisa, o patrocínio, sobretudo, máster, é muito importante. Mas a parte que lhe cabe é o investimento e ter o nome estampado numa camisa de peso que manda bem dentro e fora de campo. O comando continua sendo do presidente. Quando a parceria funciona assim, o clube tem cara de time grande, tem sucesso, como tivemos com o fim de 22 anos de jejum, com uma conquista induvidosa e cheia de mérito.


Ahhh, quanta diferença. Porque o segredo do bom serviço é sempre o amor – e não o dinheiro. Como diz aquele slogan do tempero Sazon, sabem né? “Tudo feito com amor”. O principal tempero de um clube grande é um bom presidente e uma torcida apaixonada. No nosso caso, o Palmeiras tinha os dois ingredientes em uma fórmula só: um presidente apaixonado. Tem fórmula mais perfeita que essa? Ah, mas não tem mesmo… Há 7 meses, o Palmeiras sente a falta de um presidente como Paulo Nobre.

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