Pós-jogo, pós milhões gastos, pós a falta do que era mais importante: FUTEBOL

Na última eliminação do Palmeiras, na Copa do Brasil, fui designado a escrever o pós-jogo. Acabou não sendo um pós-jogo, mas sim uma crítica ao time e sua postura neste ano. Hoje estou aqui mais uma vez, para relatar mais um fracasso do Palmeiras, o último e mais doloroso deste ano. A paciência não acabou após Egídio perder o pênalti, ela já havia se esgotado há algum tempo. Só imaginávamos que diretoria, treinador e time teriam respeito com essa camisa e com os milhões de torcedores que estiveram ao lado deles, nos bons e nos maus momentos.

 

Não há muito o que dizer sobre esta eliminação na Libertadores. Qualquer coisa dita sobre, será mera repetição de pós-jogos anteriores, pois os mesmo erros serão apontados. Foi o mais que perfeito resumo do que foi o Palmeiras neste ano. O primeiro tempo foi morno, tentativas consecutivas de alçar bola na área, para os zagueiros do Barcelona ganharem no alto. ‘Porco loco’ até vinte e poucos minutos do primeiro tempo, e após não conseguir marcar gol, o time foi ao desespero. Roger Guedes foi o retrato do time na primeira etapa. Por várias vezes saiu correndo com a bola e a perdeu, oferecendo o que os equatorianos mais queriam, o contra-ataque. Não se viu tabelas ou tentativas de jogadas coletivas, só individualismo e o não mais efetivo Cucabol.

Veio a segunda etapa, e com ela Moisés. E essa segunda parte da peleja, ela diz muito sobre o time. Nosso camisa 10 cadenciou o jogo nos primeiros minutos. Ditou o ritmo, distribuiu jogadas, e com ele se iniciou e finalizou a jogada que nos levou ao gol. Quando a bola passava pelos pés de Moisés, o jogo fluía, jogadas aconteciam. Só que, em determinada momento do segundo tempo, isso parou de acontecer. Quando percebi, pensei estar assistindo o time de 2015. Mesmo que o time de 2015 fosse mais objetivo do que o de 2017, mas as bicudas sem direção lembraram muito aquela Copa do Brasil. Não houve mais criação, apenas desespero.

Nos pênaltis, após Jailson defender a última cobrança do Barcelona, tivemos esperança. Mas, por ironia, Egídio foi designado a marca da cal. E ele, com a confiança da torcida lá embaixo, e sobre a pressão, não conseguiu fazer aquilo que Moisés fez com o joelho machucado, e repetiu o feito de Bruno Henrique. E assim fomos mais uma vez eliminados.

 

Egídio é o culpado, assim como os outros jogadores(salvas exceções que não precisam ser mencionadas), treinador e, acima de todos eles, a diretoria. Contrataram, contrataram e contrataram. Muito para onde já tinha, pouco ou nada para onde precisava. Erro de planejamento e gastança exacerbada. Patrocinadora que expôs a fortuna em programas esportivo, e que, podem esperar por isso, irá comprometer as contratações do Palmeiras no ano que vem, fazendo os clubes pedirem valores maiores do que a realidade. Um presidente que não age como tal, que nunca esteve interessado no clube, mas sim em um status. Ele não é torcedor, não defende a Sociedade Esportiva Palmeiras e tampouco nós torcedores. É só um esquenta cadeira, atrás de se beneficiar.

Notório dizer que, jogadores que em determinado momento do Palmeiras, foram importantes, hoje estão emprestados ou foram vendidos: Os meninos da base que salvaram o time em 2014. Matheus Salles, Rafael Marques e Barrios que foram importantes na Copa do Brasil, e até mesmo Alecsandro, que por mais que contestado em sua chegada, foi importante no começo de 2016, até que fizeram aquela palhaçada com ele. E aqueles que jogam bola, comeram banco. Clientes de empresário tiveram suas cadeiras cativas

Cuca voltou há 3 meses. Não conseguiu dar um padrão de jogo, nem ao menos escolher o 11 inicial. Poupou no Brasileirão e hoje estamos distantes de um possível Bicampeonato. Poupou na Copa do Brasil, e deu no que deu. Poupou de fazer um time criar jogadas, de ter calma e de ser objetivo. Só não poupou em dar desculpas a cada derrota e a cada mal desempenho do time. Levar jogador pra Atibaia não iria resolver nada. Todo dia tem treino, e o fazem para que? Só para tirar foto e postar em rede sociais? Não tem que se isolar num local para fazer um time jogar bola, se faz isso até em um campo de várzea.

 

É meus companheiros e companheiras, o Palmeiras foi uma decepção cara. Não faltou disposição e entrega em jogos como o de ontem. Mas o Palmeiras da eliminação da Libertadores, é o Palmeiras que vem sendo este ano. Um time que não fez o mais importante: jogar futebol.

 

 

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