10 Vezes em que humilhamos o Corinthians

  • 29 de setembro de 2017
  • Eduardo Lodi
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Parte 1. 1933 – Um sonoro 8×0

Uma rivalidade se constrói com grandes jogos e decisões,  também com disputa de títulos e até  momentos polêmicos (Não há nada melhor que comemorar um título em cima do rival e dar aquela provocada, não é mesmo?). Contudo, sabe-se que nossa rixa contra o Corinthians veio da própria origem dos clubes, mas, infelizmente, isso terá que ser deixado para outra oportunidade.

Dentro de uma rivalidade histórica, centenária, com certeza a maior do Brasil, imagina-se um equilíbrio muito grande nos triunfos. É o que realmente aconteceu, em números brutos são 363 partidas, sendo:

129 vitórias Palmeiras

124 vitórias Corinthians

Tendo ainda 110 empates, com 518 gols marcados e 475 sofridos.

(Informações retiradas de: http://www.palmeiras.com.br/historia/retrospecto atualizado.)

O equilíbrio é notório quando se analisa puramente as partidas e os números, porém o que falaremos aqui é como o Palmeiras superou todos os números acirrados e humilhou tantas vezes o seu maior rival.

Time de 1933 que deixou sua marca na história do futebol Nacional.

Nada melhor que começar com a maior goleada no clássico, que foi em 1933. Esse por si só já é um motivo de gozação, visto que a maior goleada sofrida foi 5×0 em algumas oportunidades, mas não passou disso.

Por outro lado, o que temos aqui foi uma verdadeira tamancada em cima do rival, um baile, um chocolate. Tudo fez parte de um ano mágico, um ano histórico, em que houve a profissionalização do futebol, um ano de mudanças que também carregou na história do Palestra uma marca incrível, foi a 5ª conquista do campeonato Paulista e a primeira do Torneio Rio-São Paulo.

Nessa baila, pode contabilizar, maior goleada na história do clássico, como também o Primeiro campeão da Era Profissional do futebol. É pouco amigo? Além disso, o Primeiro campeão do Torneio Rio-São Paulo.  Isso dá fundamento para a verdade mais absoluta do futebol brasileiro: Verdão sendo novamente o clube mais pioneiro do País.

Quer saber mais sobre a goleada?

Posso lhes adiantar que o Corinthians foi aquele de sempre que nós conhecemos, recebeu aquela ajudinha marota. Para variar, na ocasião, o árbitro anulou um gol legítimo do Verdão, inibindo o resultado de ser maior ainda. Os jogadores do Palestra Itália entraram motivados por uma rivalidade que teve início em 1917. Naquele time histórico tinha um ícone: Luiz Imparato, que era o craque daquele Palestra Itália, sendo ainda naquele domingo mágico(05/11/1933) o dono do jogo; marcou três gols, e além do hat-trick contabilizou duas assistências. O homem acabou com o jogo definitivamente, já que foi dele também o gol anulado, quer dizer, mal anulado, imagina só o estrago do monstro…

Recordar sempre é viver: Imparato não fez estrago só nesse jogo. Vale ressaltar a quantidade de títulos que esse cara ganhou (Tricampeonato Paulista (1932,1933,1934) depois outro em 1936, além de um Paulista extra em 1938, e foi responsável também pelo 1º Torneio Rio-São Paulo do Verdão, também em 1933), e sempre fazendo muitos gols. Imparato III, ou Gino, como era seu apelido, disputou pouco mais de 100 partidas e guardou mais de 50 vezes a bola na rede adversária.

Além de Imparato, o Palestra entrou em campo na maior goleada do derby da seguinte forma:  Nascimento, Carnera e Junqueira, Tunga, Dula, Tuffy, Avelino, Gabardo, Romeu Pellicciari, Lara e Imparato e como treinador Humberto Cabelli.

 

 

 

 

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