AINDA NÃO ACABOU

  • 10 de outubro de 2017
  • Jefferson Pita
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“A soberba precede a queda”. E depois da queda, o que fazemos? Caímos algumas vezes esse ano, foram derrotas que, aos poucos, nos tiraram o sonho de levantar um caneco em 2017. Mas a força de levantar e continuar a caminhada é tão importante quanto aprender com os erros.

Palmeiras tem ótimo retrospecto no Pacaembu esse ano – Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras

Quando se fala de Palmeiras hoje nos principais veículos da mídia esportiva, provavelmente vão falar de algo que vai além das quatro linhas. Dinheiro da Crefisa, Neymar se declarando palmeirense, o sai ou fica do técnico Cuca, a permanência ou não do Felipe Melo, a possível chegada do Lucas Lima. O torcedor sente falta de falar sobre o nosso futebol.

A mini meta do técnico Cuca de 6 jogos e 6 vitórias, já foi interrompida no jogo contra o Santos, mas não significa que o ano acabou para o Palmeiras. Não ganhar todos os jogos da meta é compreensível, mas abrir mão de buscar algo maior é uma contradição com a nossa história. Nada é impossível no futebol e enquanto houver chances nós precisamos acreditar.

O próximo jogo pode não ser um clássico e está longe de nos dá um título, mas a necessidade de vitória continua a mesma. Nesta quinta (12), às 21h, no Estádio do Pacaembu – Porcoembu para os palestrinos – o Palmeiras enfrenta o Bahia pela 27ª rodada do Brasileirão 2017. Pode não parecer um jogo importante até a gente abrir a tabela e perceber que se o Palmeiras não manter o foco, o fantasma de 2009 vai bater à porta novamente. Em um campeonato tão equilibrado, a última coisa que o palmeirense quer ver é o time deixando escapar o nosso último e único objetivo neste momento. Seria um desastre perder essa vaga para a Libertadores 2018, seria piorar um ano que não parece ter como piorar ainda mais.

No primeiro turno, Verdão venceu por 4×2 na Arena Fonte Nova – Foto: UOL

Que não ande rápido demais e tropece na própria perna. Que se espere por títulos, mas que não se perca a vontade de ver o Palmeiras jogando. Que corrija os erros, mas que tome cuidado para não continuar cometendo-os. Que se planeje 2018, mas não se esqueça que 2017 ainda não acabou.

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