Deixa o tempo revitalizar | Pós: Atlético GO 1×3 Palmeiras

  • 16 de outubro de 2017
  • Matheus Lotti
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CONFESSO! Eu quis que Cuca voltasse. Eu pedi sua volta, fiz campanha, panfletagem e até greve. Eu queria o técnico campeão brasileiro de 2016, o Cucabol, a correria desenfreada dentro de campo. Eu sou dessa geração que pouco viu o Palmeiras campeão. Eu sou desses que quis reviver o romance entre Palmeiras e Cuca. Mas sou desses que, nas ultimas rodadas, ia assistir sem acreditar que as coisas mudariam.

Após a demissão de Cuca, já pude imaginar um Palmeiras diferente. Dito e feito. Logo na primeira rodada com o Alberto Valentim no comando. Uns vão falar ”ah, mas foi contra o lanterna do campeonato” sim, o mesmo lanterna que bateu o Corinthians em Itaquera. O futebol brasileiro, assim como o inglês, é um campeonato em que o improvável pode acontecer. O lanterna vencer alguém de cima, surpreende, mas não é tão anormal. Ainda mais o Atlético Goianiense, dentro de sua casa, buscando sair da zona, era provável vermos eles indo para cima.

E foi o que rolou, pelo menos em uma parte do jogo. Eles vieram, mas encontraram um Palmeiras finalmente compactado. Por mais que houve um erro ou outro, mas coisas que com treino se consertou. E o verdão se lançou, e conseguiu ao longo da primeira etapa, controlar o jogo. O time abriu o placar, após jogada de Keno, que conseguiu; primeiro na velocidade, depois no jeito; encontrar Willian na área, e nosso artilheiro não perdoou. Ok, vamos ser sinceros, Dudu fez falta nesse lance, mas não temos nada com isso, quantas e quantas vezes isso já ocorreu contra nós?

E nosso Kenaldinho estava abençoado. Continuou fazendo bagunça pelo lado direito, mas sempre partindo pro meio/área, ao invés de tentativas frustradas de cruzamento. E ele, após um toque de mestre, teve uma avenida livre para correr e chegar até a área. E lá, mesmo cercado pelo adversário, mostrou um pouco mais de ousadia, e deu um famigerado ”totózinho” na bola, achando Moisés, que no melhor estilo ”tiozão do churrasco” colocou a bola nas redes adversárias. 2×0 Palestra.

Na segunda etapa, o Palmeiras soube aproveitar os buracos e desespero do time goiano, e foi chegando sempre com facilidade e no toque de bola, até a área do Atlético. Keno, mas uma vez ele, agora simples e objetivo, acho Dudu pelo lado esquerdo. Fez-se o terceiro gol. Walter descontou de pênalti, mas o Palmeiras não teve dificuldades para administrar o placar. Fim da peleja, e a certeza de que, ”viver sobre esses cacos foi aprender”

Depois de muito tempo, eu finalmente posso dizer que o Palmeiras jogou bola. Tudo o que queríamos, parece que agora iremos desfrutar. Vimos um time que, mesmo vencendo, buscou o gol. Com o passar do jogo, soube se defender melhor. Tivemos uma equipe compactada, sem desespero, com a bola transitando da defesa pro meio e do meio pro ataque. É meus caros, sou desses que vê em Alberto Valentim, um grande profissional, e não é de hoje. Sou desses que vê esperanças com ele no comando, e que agora podemos sonhar mais alto ”Deixa o tempo recuperar, deixa o tempo revitalizar…”

 

 

 

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