Obrigado, teimoso Cuca

  • 16 de outubro de 2017
  • Guilherme Andrade
  • Blog
  • 1583
  • 13393 Views

Alexi Stival – o Cuca – chegou ao Palestra em março de 2016 carregando na bagagem uma libertadores com o Galo em 2013. Além do brilhante trabalho à frente do time mineiro, Cuca também se destacou pelas montagens de elenco e variações táticas que seus times apresentavam (vide São Paulo em 2004, Botafogo em 2006 e Fluminense em 2009).

Caro palestrino, essas palavras frias não explicam em NADA a carreira e o modo de agir de um profissional. Porém, são com esses requisitos que muitos são contratados e, só um tempo depois, vem à tona o desgaste e a personalidade da pessoa; bem, essa é uma das formas que enxergo a situação de Cuca no parmera: um treinador que foi contratado pelas boas montagens de elenco, uma libertadores, uma EXCELENTE primeira passagem pela nossa academia ano passado – nos tirando da fila de 22 anos – e que se tornou nosso principal técnico desse século.

O grande ponto disso tudo é que o título de 2016 foi construído com os mesmos ingredientes que culminaram com sua saída esse ano: desentendimento com diversos atletas do elenco. É notório que Cuca tem problemas de relacionamento; é daquelas pessoas teimosas, que quando tem uma idéia, segue com ela até o fim. Tem vezes que essa postura dá certo, em outras, não. Acho extremamente importante um técnico ter uma convicção e um estilo de jogo definido, porém, acredito que a maior virtude é saber mudar de roda no momento correto. E Cuca não teve isso. Teimou e caiu com sua marcação individual e na busca de uma referência com as mesmas características de Gabriel Jesus.

Dessa situação toda, compartilho da opinião de Juca Kfouri, que em seu blog escreveu que Cuca não ouviu “As Regras da Sensatez”; caso contrário, jamais teria voltado ao lugar onde um dia foi feliz. De todo modo, as pessoas vão, mas o nosso palestra fica. E que tenhamos um final de ano digno.

Avante Palestra!

Share: