A rota para a vitória!

  • 27 de outubro de 2017
  • Eduardo Lodi
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É Sabido que o ano do Verdão foi muito aquém das expectativas. Porém, esse momento é o de maior probabilidade de um triunfo, ou como dizem os mais místicos, um final feliz.

Dentro dessa meta de buscar salvar um ano que não deu muito certo é imprescindível entender a metodologia de trabalho aplicada pelo Cuca. Além disso, é fundamental apontar suas falhas e seus méritos de modo a melhorar o desempenho e emplacar essa sequência de vitórias que nos garante o G-4, ou quem sabe o bicampeonato.

É nesse sentido que surge a pergunta; Qual foi a última vez que o Palmeiras fez um gol de bola parada?

Eu me fiz tal pergunta e demorei muito tempo para lembrar quando foi a última vez.

Se você lembrou desse gol de Bruno Henrique contra o Sport, na Ilha do Retiro, parabéns! Mas, infelizmente tenho uma notícia triste, essa partida foi realizada em Julho, na 16ª rodada do Brasileirão.

Faz muito tempo desde que os escanteios e faltas nãos são mais efetivos. Isso é péssimo, um time versátil tem que ser perigoso na bola parada também. Vale lembrar do ano passado, em que vários jogos difíceis foram decididos com a bola parada, tal qual o clássico contra o São Paulo: 2×1 no Allianz Parque. Jogo em que saímos perdendo e a virada aconteceu por conta das cabeçadas de Mina e Vitor Hugo, uma de falta outra de tiro de canto.

E Não só essa, vale o registro daquele Atlético-PR 0x1 Palmeiras . Um jogo muito difícil em que o time de Curitiba tinha uma invencibilidade gigantesca e conseguimos derruba-lá graças ao gol de escanteio de Vitor Hugo.

A bola parada é fundamental, e no ano passado soubemos usá-la como ferramenta para jogos com alto grau de consistência e de forte marcação. Os adversários temiam a bola aérea do Verdão. Era gol de escanteio, falta e até lateral, inventaram até um Cucabol para tentar desmoralizar tamanho repertório.

Em contrapartida, nesse ano de 2017, o feitiço virou contra o feiticeiro. Perdemos jogos bestas por conta de erro de marcação na bola parada. Em rodadas consecutivas; Vasco, marcou de escanteio aos 42 minutos do segundo tempo. Chapecoense, marcou de uma falta lateral contando com posicionamento errado da defesa e Atlético PR que também marcou de escanteio.

Mais dolorido ainda é que essas últimas citadas foram dentro do Allianz (Imagina se tivéssemos vencido tais partidas, seríamos líder. O “se” não joga e todos sabemos). E antes que me passe, estávamos com time reserva nas duas partidas citadas, porém todos palmeirenses sabem que não dá pra usar isso como desculpas.

 

Tiago Heleno escora em Juninho e marca na derrota para o Atlético-PR

A receita é simples: Melhorar a marcação da bola parada. Não tomar gols por desatenção e posicionamento. Além, é claro de treinar de maneira produtiva para que o melhor ataque do Brasileirão marque também na bola aérea. É fundamental ter muitas armas, pois os adversários vem cada vez mais recuados na espera por aquele contra-ataque, que sempre aparece. Logo, uma saída eficaz contra times retrancados pode elucidar uma partida acirrada e garantir os 3 pontos.

Perdemos um jogo contra o Santos assim: um cenário chato que nos assola, muita pressão e bolas cruzadas, faltas e escanteios em demasia, todavia nenhum perigo para o goleiro adversário. Tá na hora de ajeitar a bola aérea desse time e nenhum terráqueo vai resolver, somente um Kryptoniano*, Alberto Valentim, vulgo Superman.

É nesse monstro em quem confiamos, não só para essas 8 últimas rodadas, mas para 2018, com mais tempo e menos pressão, com uma lapidação do elenco e reforço tático. Tática esta que o Kryptoniano já nos deu amostras de evolução. Valentim resolveu os problemas que assolaram Cuca de maneira simples, na base do feijão com arroz.

Repetição de escalação: Foi esta metodologia que está proporcionando a evolução tática da equipe, erro crasso de Cuca. O treinador atual, ainda interino, repete as escalações e a tendência é de continuar nessa baila, salvo lesões e suspensões. E como consequência dessa repetição vem o entrosamento e flexibilidade tática. Além da consistência do entrosamento, temos algo que nenhum time no Brasil têm, do qual devemos aproveitar ao máximo nesse resto de campeonato: os dois atacantes mais dribladores e decisivos, Dudu e Keno.

Dudu e Keno:  São esses dois amuletos ultra-raros que podem fazer a diferença no campeonato, e o prof.Alberto sabe muito bem disso. Os dribles desses atacantes podem a qualquer momento de uma partida clarear uma jogada, cavar uma falta perigosa, um pênalti e gerar gols, muitos gols. Claro, que a produção tanto ofensiva quanto defensiva depende de todos os jogadores em campo, destarte, o desafogo de uma jogada cai sempre nos pés dessa rapaziada aí.  E Keno e Dudu só jogam no Palmeiras, nenhum outro time tem jogadores tão habilidosos.

Portanto, caros palestrinos,  tomara que Valentim e todos os jogadores incorporem o peso da camisa e façam esse resto de ano valer a pena, mesmo que o Deca seja deixado para o ano que vem, contamos com um bom futebol nesse resto da temporada.

 

*Krypton: planeta onde nasceu Superman, apelido carinhoso da torcida para nosso treinador.

 

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