SINAL VERDE

  • 7 de novembro de 2017
  • Jefferson Pita
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No dia 17 de dezembro de 2002, o Palmeiras teve que lidar com o inédito rebaixamento. Apesar de mais novo, lembro que tínhamos um time médio, que poderia ter feito uma campanha bem melhor do que fez, mas tivemos que encarar o destino e saímos do Barradão sem entender nada, como quem acaba de acordar numa cama de hospital. O jogo aconteceu no estádio Manoel Barradas, conhecido popularmente como Barradão, palco do jogo de amanhã (8), pela 33ª rodada do Brasileirão.

Em um lugar onde não traz boas lembranças a nós palmeirenses, principalmente a quem viveu aquele momento, o time do Valentim – que vem evoluindo a cada partida – tem a oportunidade de viver o outro lado da moeda.

Dessa vez, o desesperado é o Vitória. Time de pior campanha em casa, não consegue render diante dos seus torcedores. Seu atual presidente em exercício, Agenor Gordilho, disse que vão “atropelar o Palmeiras dentro de casa”. Uma confiança que me lembra a nossa em 2002, tínhamos certeza de que escaparíamos, afinal dependíamos apenas de nós, mas não fizemos a nossa parte. Da mesma forma, o adversário do próximo jogo só depende dele pra fugir do Z4. Quase 15 anos depois, o Palmeiras pode empurrar o Vitória rumo à série B. Destino.

Independente do excesso de confiança do dirigente rubro negro, do provável bom número de torcedores que vão ao estádio e das lembranças que os palmeirenses queriam esquecer, ganhar do Vitória no Barradão é muito importante para o Palmeiras alcançar o seu principal e realista objetivo no campeonato, a vaga direta para a Libertadores. Mais uma vez na história o Palmeiras enfrenta o Vitória em clima de decisão.

E ao apito final, que o “atropelo” adversário tenha se transformado em um capotamento da carreta desgovernada que não soube conduzir a direção dentro da sua pista favorita. Já nós, temos um sinal verde.

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