O SÍMBOLO DO NOVO PALMEIRAS

  • 25 de novembro de 2017
  • Blog Torcida que Canta e Vibra
  • Vinicius Cutolo
  • 2005
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Nesta segunda, às 19 horas de Brasília, contra o Botafogo, o atleta Zé Roberto pisará pela última vez no Allianz Parque. O símbolo da reconstrução de um novo Palmeiras. Nessa nova fase construída, pra mim, tenho três atletas que são singulares nessa empreitada. O primeiro é o Fernando Prass. O arqueiro palestrino que enfrentou a Série B em 2013 e passou pelo time terrível em 2014, em que suas defesas ajudaram o clube a permanecer na Séria A, virando um líder do grupo, passando suas experiências do passado para o novo elenco e vivenciando a nova fase, coroado com o gol nas penalidades máximas perante o rival, conquistando o título da Copa do Brasil.

O segundo é o Dudu. Não somente por ser o jogador mais técnico do Palmeiras, mas por aceitar o projeto em 2015 e diante da cartada no campo do mercado da bola do clube. Sempre correspondeu em campo e atualmente, ainda que a equipe tenha oscilações, tende a ser o jogador mais regular da equipe.

Zé Roberto em sua apresentação ao Palmeiras.

Por fim, o Zé Roberto. O símbolo de uma agremiação que sofreu por momentos terríveis antes de sua chegada. Foi o espírito competitivo que faltava. Relembrar o que é o Palmeiras e como é defender as cores verde e branco de Palestra Itália. A sua maravilhosa preleção, antes da estreia oficial do clube em 2015, pedindo para os jogadores afirmarem que o Palmeiras é grande marcou todos nós. Marcou o clube em todos os sentidos. Fomos afetados por aquele vídeo que contagiou e contagia nós torcedores. O que nós, torcedores, sentíamos, ele conseguia absorver e transferir para todo o elenco a necessidade de reerguer a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Iniciou sua carreira na Portuguesa em 1994, sendo vice-campeão brasileiro em 1996, depois foi direto ao Real Madrid, com passagem por empréstimo ao Flamengo. Desembarcou em 1998 na Alemanha, no Bayer Leverkusen e lá se tornou um verdadeiro atleta, chegando ao Bayer de Munique em 2002, permanecendo até 2009. Nesse período atuou por uma temporada (2006/2007) no Santos. Ainda jogou pelo Hamburgo no velho continente, enfrentando o mundo árabe, mais especificamente o Qatar, no Al-Gharafa, mas logo retornou ao Brasil para atuar no Grêmio e por fim, em 2015, no Palmeiras. Pela seleção brasileira, esteve presente na Copa do Mundo de 1998 e 2006, sendo nessa última, fazendo parte da seleção da competição.

Zé Roberto levantando a Taça da Copa do Brasil em 2015.

São ao total 21 anos de carreira e 43 anos de idade. Temos a grande honra de ser o clube que irá pendurar as chuteiras. Chegou ao Verdão com 40 anos e sem precisar provar algo para ninguém, mas como sempre, foi além. Comprou a nossa briga. Comprou a ideia de que o Palmeiras é gigante. O líder, conselheiro dos jovens, padrinho de Dudu, atleta em todos os sentidos e um personagem que temos que guardar na memória. Aqui, conquistou a Copa do Brasil de 2015 e o Campeonato Brasileiro de 2016.

Ainda que não tenha sido um tempo longo de sua carreira no clube, com apenas 03 anos, foi intenso e verdadeiro. Fica o nó na garganta e a certeza que, você Zé Roberto, foi parte inefável de um Palmeiras que sempre foi gigante, mas havia se esquecido disso. O verdadeiro profissional do futebol que deve ser o espelho para todos que desejam entrar dentro do gramado.

Obrigado, Zé Roberto! Obrigado por ter vestido o manto verde e branco por todos esses anos! Ahhh, quando o desânimo bater, pode ter certeza que seu vídeo sempre revejo e a emoção toma conta.

 

Por Vinicius Martins Cutolo

 

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