O ano do Palmeiras

  • 29 de novembro de 2017
  • Rafael Sugiyama
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Restando 1 jogo para o final de uma temporada frustrante para o Palmeiras, podemos analisar o que foi este ano.

Como torcedor, obviamente esperava muito mais de time, que não poupou investimentos e trouxe quem queria trazer para montar um time que, no papel, era o melhor. No campo, faltou muito para tal.

No entanto, ao analisarmos os números da temporada, apesar de não ter erguido nenhuma taça, o Palmeiras não foi tão mal assim. O torcedor mais fanático dirá: de nada adiantam os números, se os títulos não vieram.

Mas eu digo: os números servem para analisarmos qual foi a maior deficiência do Palmeiras no ano.

Vamos lá.

2016 Mandante Visitante Total
Jogos 33 34 67
Vitórias 21 15 36
Empates 7 9 16
Derrota 5 10 15
Gols Marcados 61 49 110
Gols Sofridos 25 38 63
Aproveitamento de pontos como mandante: 70,7%

Aproveitamento de pontos como visitante: 52,9%

Aproveitamento de pontos total em 2016 – 61,7%

 

2017 Mandante Visitante Total
Jogos 34 33 67
Vitórias 24 12 36
Empates 6 6 12
Derrota 4 15 19
Gols Marcados 66 48 114
Gols Sofridos 26 47 73
Aproveitamento de pontos como mandante: 76,5%

Aproveitamento de pontos como visitante: 42,4%

Aproveitamento de pontos total em 2017 – 59,7%

À qual conclusão podemos chegar ao compararmos os anos de 2016 e 2017? Em números, os anos são muito similares. Aproveitamento total muito parecido. No entanto, apesar de em 2017 o Palmeiras ter tido o melhor ano do Allianz Parque até agora, desde a sua inauguração em 2014, o aproveitamento como visitante neste ano deixou muito a desejar. Isto com certeza mingou as chances do Palmeiras de almejar algo maior neste ano.

Em 2016, o Palmeiras foi o segundo melhor mandante do campeonato. Em 2017, é o segundo melhor mandante.

Em 2016, o Palmeiras foi o melhor visitante do campeonato. Já em 2017, o Palmeiras tem somente a sexta melhor campanha como visitante.

Some-se à esse desempenho como visitante a piora da defesa em 2017. Neste ano, o Palmeiras voltou a tomar gols bobos, parecidos com aqueles que tomávamos em 2015, com Marcelo Oliveira no comando, onde a defesa sempre batia cabeça. A média de gols sofridos em 2016 foi de 0,94 gols por jogo. Em 2017, tomamos pouco mais de 1 gol por jogo até o momento (1,09 gols/jogo).

Para 2018, agora com Roger Machado no comando, precisamos ajustar a defesa, manter o ataque marcando gols e melhorar o desempenho como visitante. Se cumprir com estes pontos não é garantia de títulos, pelo menos nos aproximaremos mais deles no próximo ano.

Saudações alviverdes.

Rafael Sugiyama

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