Epílogo de 2017. Conquistas em 2018.

  • 22 de dezembro de 2017
  • Eduardo Lodi
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O ano vai chegando ao fim e resta uma missão : fazer um BALANÇO DE 2017 e projetar 2018.

Em 2017 houve muitas EXPECTATIVAS.

Essa é a palavra mais indicada para definir esse ano, e com as expectativas vieram as decepções. 

“É chover no molhado” apontar novamente todos os nossos erros da temporada 17.

Erros da diretoria, dos treinadores, falta de vontade de jogador… entre muitos outros problemas. Porém, muitos torcedores acreditaram que o Vice do Brasileirão não pode ser considerado como desastroso, e por outro lado, muitos outros consideraram a falta de taças no ano como catastrófico.

Nem tão ao céu, nem tão ao inferno.

O Palmeiras de 2017 errou onde não poderia errar e com esses erros vieram as derrotas.

Sendo breve, o pior erro foi não ter confiado em um trabalho ÚNICO de um treinador. É utópico acreditar que um treinador fará dinastia aqui como acontece na Europa, já que no velho continente eles estão acostumados trabalhar com o longo prazo além de saber lidar com as derrotas.

Contudo, mesmo sabendo como é a vida dos treinadores aqui no Brasil é fácil perceber que quanto mais tempo de trabalho tem um treinador mais chances de vitória surgem. Um esquema de jogo efetivo demanda MUITO TEMPO para ser implantado.

Cruzeiro, Grêmio e Corinthians não trocaram de treinador durante o ano e com isso atingiram resultados mais emblemáticos. 

O que o Renato Gaúcho fez no Grêmio? Deu continuidade e tranquilidade ao ambiente e foi chamado de gênio pela mídia esportiva. O simples é bonito e efetivo, e o treinador gremista conseguiu fazer o simples.

Mas porque é tão difícil fazer o simples? Por que não acontece isso no Palmeiras?

Pare para pensar, mesmo em 2015 quando conquistamos o Tri da Copa do Brasil e também em 2016 quando nos consagramos Eneacampeões Brasileiro houve troca de treinadores. 

Em 2015 começou com Oswaldo e terminou com Marcelo Oliveira.

2016 iniciou-se com Marcelo Oliveira e terminou com Cuca.

Os títulos vieram sim e temos que lembrar e comemorar, todavia, isso me traz um pensamento excêntrico. Isso prova que não importa se o treinador ganhou títulos, qualquer fase ruim derruba o treinador no Palmeiras, pode ser o Guardiola, Mourinho, Conte, até Brandão, Telê Santana… e por aí vai.

Esse é um mau costume cultivado pela torcida, tem horas que chega a ser até engraçado. O time perde um jogo e a torcida, no dia seguinte, pede Felipão, Luxemburgo, Abel…  

Depois de analisar e entender essa SINA Palmeirense eu não posso chegar aqui e dizer que contratações erradas foram feitas e que a Diretoria errou no planejamento, uma vez que priorizou a Libertadores e esqueceu do brasileiro.

Se eu falar isso, de nada adiantará, mesmo os mais exaltados hão de concordar que para contratar é necessário indicação técnica. Ou seja, a comissão tem de participar das possíveis contratações. E como fazer isso quando a comissão muda a cada 3 meses?

Por mais que tentemos entender e buscar outras explicações vamos rodar, rodar, e cair na FALTA DE CONTINUIDADE do trabalho técnico como a explicação mais óbvia.

Precisamos sim de ótimos jogadores e temos totais condições de trabalhar com os melhores do país no elenco, mas o que tem que ser o DIFERENCIAL para 2018 é paciência, foco e CONTINUIDADE. Se der tempo para o Roger trabalhar e acreditar no trabalho dele com um ambiente tranquilo os resultados virão.

Os bastidores rígidos que suportem as pressões aumentam a confiança de que entra em campo. É um ciclo; jogadores confiantes e tranquilos entram em campo mais ousados e focados, e por consequência jogam melhor. O jogador com confiança consegue arriscar mais nas jogadas, sem medo de errar além de confiar mais na tática do treinador. Esse é o caminho mais próximo para o bom futebol.

UM 2018 VITORIOSO

Foi divulgado recentemente que a premiação da Copa do BR será de mais de 50 milhões de reais para o ganhador. Será a primeira vez na história do futebol brasileiro que se pagará tanto em um campeonato. Isso vai gerar uma cobiça muito grande para a Copa do Brasil de 2018. 

Vimos ainda a importância do Brasileirão nesse ano, pois o deixamos de lado. São 8 messes de foco, não dá pra repetir esses erros de ficar entrando com time inteiro reserva mesmo que seja em começo de campeonato. Todo ponto é importante, tem que servir de lição 2017 e entrar focado no Brasileirão de 2018.

Além desses, tem a Obsessão do Palmeirense, que é a Libertadores.

O segundo maior campeonato do mundo, só perde para a Champions League. Isso nos traz algumas reflexões:

PRECISAMOS CRESCER DENTRO DO CENÁRIO INTERNACIONAL

Somos o time brasileiro que mais participou da Libertadores

Somos o time brasileiro com maior número de gols na competição

Temos 4 finais de Libertadores

Mas, só temos a conquista de 1999

A nossa tradição nesse competição não é pouca coisa. É o terceiro ano seguido que participamos da competição. Isso conta.

MAS, está na hora de Levantar o BI, e direi o porquê,

Jogaremos contra o Boca Jrs. que tem 6 conquistas, é muita diferença, e ainda tem o Independiente com 7. No Brasil já tem 3 clubes com Tricampeonato; Grêmio, Santos e São Paulo. Não podemos ficar para trás. Uma conquista agora nos ascenderá muito no cenário internacional. 

Estamos em 22° no ranking da Commebol. Somos “pote 2” no sorteio da Libertadores, enquanto que no Brasil estamos em 1° no ranking da CBF. É hora de subirmos nesse ranking. E o caminho para isso é disputar todo ano e ganha-lá também.

Tem que ser nossa prioridade sim. Mas, não como em 2017, abrindo mão dos demais campeonatos. 

Com planejamento, pode-se disputar tudo com chances de vitória, pois temos estrutura para isso. Com a manutenção do elenco e as contratações pontuais, junto de um bom trabalho técnico é possível alimentar essa esperança.

Eu acredito que em 2018 virão muitas taças. E você?

 

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