Palmeiras versão 2018

Quem não precisa de uma versão, uma tradução?

Manchetes esportivas, no fim de 2017:

 “O Palmeiras, time que mais investiu, não levanta nenhum caneco!”

“O vice, serve?”

“Palmeiras: decepção de 2017?”

 

Os últimos anos do Palmeiras, no cenário nacional e continental, fizeram nascer uma pressão muito grande em torno do verdão do Palestra Itália, afinal, nos últimos três anos o Palmeiras foi campeão nacional duas vezes, 1 Copa BR (memorável, sobre a equipe Praiana) e 1 Brasileirão (deixando uma “nação” no cheirinho), um Palmeiras mais agressivo no mercado, buscando jogadores que jamais se imaginou no time, dando chapéu em gigantes europeus e pequenos Brasileiros (vulgo: timeco de Itaquera que deve marmitex), com um caixa liquido invejável, uma empresa que acredita no projeto e investe milhões na equipe, o estádio mais rentável deste país, a torcida mais apaixonada e o sócio torcedor mais lucrativo dos últimos anos;

(Foto: Cesar Greco)

Pois é, o Palmeiras conseguiu se tornar muito maior do que já pois houve quem acreditasse, houve nós aqui sempre acreditamos, incentivamos e abraçamos a sociedade esportiva mais amada do planeta: o Palmeiras.

Mas, entra ano e começa a ansiedade: “quem vem pro meu time?”, “quem vai?”, “quem vai ser o técnico?”, “vai subir alguém da base?”. É lei dos torcedores deste país tupiniquim que têm o verde fórmula mais bonito do globo, e que com graciosidade é representado com muito amor em nossa camisa, pesada e de vibra por sinal. Mas a principal pergunta, no finalzinho do fatídico 2017 (que bom que acabou!) e no inicio do misterioso 2018 (não nos assuste, queridão!), quanto o Palmeiras investiria? Li, ouvi, assisti e debati em alguns lugares onde vieram dizendo que seria mais um ano que o Palmeiras desperdiçaria rios e rios de grana da dona Crefisa/FAM. E para a surpresa de muitos, tivemos as baixas que imaginaríamos ter, como as saídas do Egidio, amado por pouquíssimos e odiado por quase todos. Outro exemplo de que era ciência para todos: aposentadoria do Zé Roberto. Surpresa mesmo foi a saída do Roger Guedes, mas isso falarei em outro texto no decorrer dos dias.

(Foto: Cesar Greco)

E as chegadas? Pontuais! Marcos Rocha e Diogo Barbosa nos dando a dupla de laterais mais latente e poderosa de um futebol que veio crescendo muito nos últimos anos, o futebol Mineiro; Emerson Santos, que teve sondagens de outros do Brasil e mostrou seu valor na campanha de um Botafogo que, entre mortos e feridos, foi um divisor de aguas no ano; Weverton, goleiro de ouro que se destacou no momento ápice de necessidade: penais contra uma tal Alemanha, numa tal olimpiada aí… Vem para agregar e dar desafogo e desespero quando Prass e Jailson vieram a estarem indisponíveis. E, a que dividiu opiniões de todos os torcedores: Lucas Lima, o armador que vem lá da praia para compor este elenco forte, este meio campo que é um dos mais poderosos do país.

(Foto: Cesar Greco)

E assim o Palmeiras acaba calando quem? Adivinhem quem? Sim, eles mesmo, os mesmo que falam: “Ah, o Palmeiras vai gastar mais trilhões e vai ser outro ano jogado no lixo”. O Palmeiras realmente pode não conquistar nenhum título este ano, afinal pode ocorrer e há outros dois rivais, nacionais, que estão se fortalecendo com excelência, mas… A versão 2018 do Palmeiras está montada, podendo haver algumas atualizações básicas, mas o Palmeiras de 2018 está pronto e aparenta bem mais cauteloso, com os pés no chão e os olhos fixos em um só objetivo: raiar o fim de 2018 como o Palmeiras que todos queremos ver, multicampeão no ano.

Que 2018 seja verde para todos!

#cazzo

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