Para o ano de 2018

  • 15 de janeiro de 2018
  • Matheus Lotti
  • Matheus Lotti
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2017. Para os mais empolgados, seria o ano em que todas as taças possíveis seriam entregues na Rua Palestra ao fim da temporada. Aos mais cautelosos, um bom ano, 1 ou 2 títulos importantes seriam o necessário para ficarmos satisfeitos Se um deles fosse o tão sonhado bi da liberta então… Mas ao fim de tudo, para empolgados ou cautelosos, foi sem dúvidas um ano tenebroso e para nem se quer ser lembrado.

Da drástica eliminação no Paulista, nem todos se importaram, afinal, o estadual já não tem mais seu charme de outrora, nem é tão urgente como o do ano de 1993. Mas é o Paulistão. Era para o Palmeiras passar o trator e vencer com folga, em teoria. E ser eliminado da forma como foi, acionou o sinalzinho de alerta. Alguns resultado negativos depois, caía o primeiro técnico da SEP no ano de 2017. Era hora de renovar as esperanças, com aquele que nos trouxe um título tão almejado no ano anterior. O começo até que foi empolgante, afinal, todos jogadores queriam mostrar serviço. Mas podemos dizer que o clima era só para um breve remember. Se desgastou rápido o relacionamento entre jogadores e Cuca. E nem toda a superstição do mundo carregada em sua calça vinho foi suficiente para salvar o time. Quem sabe ele nunca foi tudo aquilo que nós imaginamos em outros momentos.
A Copa do Brasil tem seu jeitinho próprio, é encantadora e proporciona boas aventuras. Carrego nela um apreço significante desde aquele título inimaginável de 2012. Eu queria ter visto o Palmeiras erguer aquela taça pela quarta vez. Mas de nada adiantou aquele esforço gigantesco no primeiro jogo contra o palestra de minas, na volta Egídio resolveu jogar o primeiro grande balde d’água fria em nossas cabeças. 2 campeonatos já foram. Era a hora de focar na obsessão. E a gente esteve tão perto de prosseguir, de dar mais um passo rumo ao que mais nos interessou. Mas Egídio foi tão caridoso e nos deu um segundo presente desagradável.

Não que eu queira descarregar toda a frustração em um só jogador. Mas é que foi isso o que fizemos o ano todo de 2017: Procurar um culpado. Eduardo Baptista, Galliote, Cuca, Egídio, Borja, Felipe Melo, o roupeiro, o motorista, o cara que vendeu amendoim salgado demais para a turma do amendoim e por ai vai…Primeiro tínhamos um jovem treinador, que precisava de tempo para trabalhar. Não o demos. Depois veio Cuca com zero vontade de estar onde estava e que continuava a apostar em seu cucabol que já não resolvia nada. A pressão era gigante e as coisas digamos que não foram tão bem calculadas.
Mas eu digo que não se pode deixar o ano de 2017 tão para trás. Não a temporada toda. Há coisas nele que nos fizeram ter esperança, e que servem de exemplo para uma brilhante temporada de 2018.

Eu espero que neste novo ano, o Palmeiras possa ser avassalador, como nos jogos contra São Paulo, Vasco e Sport. Sabe, aqueles partidas em que o time tem o controle do jogo e busca incessantemente as redes adversárias. Eu espero que o time jogue com vontade até o último segundo em busca do resultado, como nos jogos contra o Peñarol e Jorge Wilstermann em casa. Nem que o gol salvador venha num chute torto de Borja que espirrou no pomo de Adão do Fabiano. Eu espero ver um Palmeiras que não tenha medo da desvantagem e que com muita raça, consiga empatar ou virar o jogo, como contra o Peñarol e Santos fora e o Cruzeiro em casa. Que os adversários mesmo vencendo, saibam do poder de reação do Alviverde Imponente, nem que seja em uma vantagem até que boa, não se pode subestimar um time que vira a partida em menos de meio tempo.

Eu não quero que o ano de 2017 seja esquecido. Eu quero que as adversidades fiquem lá, mas que o que nos pôs em chamas e deu alegrias, se prospere e seja a marca registrada deste time de Roger Machado, que é um cara em que eu deposito confiança e sei de seu potencial. Não façamos como no passado, em que não demos chances aos novato. Sejamos pacientes como Cuca na beira do campo. Que em 2018 o Palmeiras seja Palmeiras e que nós sejamos a torcida que canta e vibra.

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