O esquadrão alviverde para a temporada que se inicia

Mais uma temporada se inicia e, por uma vez mais, desde a restruturação do futebol conduzida pela gestão Paulo Nobre e a relação simbiótica com a Crefisa, o Palmeiras é destaque no mercado de transferências do futebol brasileiro. Diferentemente de anos anteriores, onde o fator quantitativo foi proeminente, agora, até pela manutenção de praticamente todo o plantel, partiu-se para a prospecção de mercado qualitativa, visando compor o elenco com jogadores relativamente acima da média no cenário nacional e, consequentemente, capazes de assumir a titularidade em posições cirúrgicas do time. Paralelamente, principalmente por parte da imprensa, algumas questiúnculas como “para que tantos jogadores?”, “precisava mesmo de ‘fulano’?”, “como se administrará o ego de tantos nomes bons no banco de reservas?”, entre outras, passam a impressão de que reunir um grupo muito técnico de atletas é um mau negócio, um tiro pela culatra. Será mesmo?

Sobre o elenco, especificamente, foram realizadas trocas providenciais. Das saídas, a de Roger Guedes foi a mais significativa, pois a ida de Mina ao Barcelona já eram favas contadas. De desequilibrador (tecnicamente) e fundamental durante o Eneacampeonato para displicente e apático um ano depois, Guedes viu a permanência no grupo minada, também por vieses comportamentais. Egídio, um dos protagonistas dos reveses alviverdes no ano que passou, entre afastamentos e punições, já não tinha clima. As laterais, quase que por consenso, foram os setores mais questionados nas campanhas de 2017. Entre zagueiros, volantes e meias improvisados na posição, a ineficiência foi clara. Na zona mais adiante, Moisés com a 10 não conseguiu, assumidamente, cumprir a função delegada a um meia clássico.

De chegadas, para as alas, a equipe, em tese, com Diogo Barbosa e Marcos Rocha, além do regresso de Victor Luís, está muito bem servida. Os canhotos vêm de temporadas bastante regulares pelos clubes que atuaram nos últimos três anos, enquanto Rocha é considerado o melhor em sua posição no Brasil há um tempo e dispensa apresentações. Weverton, embora contestado por parte da torcida, entrega experiência, liderança e, no campo, virtudes de um bom goleiro, não distante dos principais do país. Emerson Santos, zagueiro jovem e de potencial, em um sistema de jogo defensivo bem composto, deve evoluir bem, tal como o Luan.

Cerejas do bolo, sim, no plural, Lucas Lima e Gustavo Scarpa reforçam o quão positiva foi a atuação do Palmeiras no mercado nesta janela. Dois dos principais meias de armação que atuam por aqui, ambos proporcionam, com sobras, qualidade técnica e poderio decisivo para tantos grandes desafios que hão de vir.

É incontestável que para 2018 o Palmeiras monta um dos elencos mais fortes do clube nos últimos tempos, guardadas as devidas proporções e momentos. É também, e não se pode negar, o principal candidato a títulos da temporada e esta responsabilidade, espera-se, será bem digerida. Alinhada às novas caras, a base que permaneceu, apesar de o fraco desempenho apresentado recentemente por “n” fatores já mencionados outrora em posts do Blog, é de ponta para as proporções brasileiras e sul-americanas. Gestão de grupo, montagem de equipe e rodagem de jogadores entre as várias competições que teremos serão tópicos abordados brevemente.

Obviamente, dentro de campo, não há receita de bolo para o sucesso no futebol. Todavia, tão evidente quanto, é a proximidade que se tem dele quando se vale de uma estrutura bem alicerçada, gestão profissionalizada, comissão técnica competente e elenco competitivo. Depois de um 2017 passado ao largo de todas as expectativas de qualquer palmeirense, o planejamento de 2018, até aqui, mostra-se certeiro.

Share:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *