Vencendo o jogo e vencendo o calor | Pós: Botafogo- SP 0x1 Palmeiras

O estado Califórnia é o mais populoso dos Estados Unidos, e tem como algumas de suas características, ser uma região próspera com uma das economias mais fortes do mundo, ter o maior mercado legal de maconha do mundo, sua forte cena punk/hardcore, a temperatura alta no verão e suas belíssimas praias. A cidade de Ribeirão Preto é conhecida por ser a ”Califórnia brasileira”. Claro, tirando a parte do mercado legal da maconha, as praias e talvez a cena punk. Mas nos outros dois quesitos ela é fiel. E na tarde de Domingo ela mandou bem no quesito verão.

O Palmeiras foi até lá para não só enfrentar o Botafogo- SP, mas para enfrentar o calor fortíssimo e algumas dificuldades de entrosamento. O time foi o mesmo que enfrentou o Santo André na Quinta- Feira, as 19:30 e em casa. Ou seja, o Verdão teria um cenário totalmente diferente agora.

Em campo, um time que começou a partida no 4-3-3, mas que se espalhou muito bem e constantemente mudou de formação. É verdade que o primeiro tempo de partida foi abaixo. Muito por conta, claro, do sol forte. O time até começou bem, cadenciando e propondo o jogo, ficando com a bola a maior parte do tempo e chegando com certa facilidade até a área adversária, mas sem conseguir concluir as chances. Porém, nem o juiz parecia aguentar. E a cada tentativa frustrada de ataque, o time parecia mais desanimado. Logo, o Botafogo passou a gostar do jogo e foi ousado, criando as principais chances da partida até então.
O desentrosamento da equipe foi ficando cada vez mais visível. Viradas erradas de jogo, passes muito fortes, falta de comunicação. Os pontas da equipe ”californiana” pareciam estar bem acostumados com aquele cenário, disparavam em todos os contra ataques e deixavam nossos jogadores para trás muito fácil. Por sorte a primeira etapa ficou no 0x0.

Mas nem mesmo lá na Califórnia o forte calor permanece o tempo todo. Lá em Ribeirão não seria diferente. Veio a segunda parte da peleja de verão e o clima amenizou. Enfim o Palmeiras conseguiu retomar o controle do jogo. Logo o Alviverde construiu uma belíssima jogada envolvendo o trio ofensivo. Willian tabelou com Borja e fez o cruzamento rasteiro, Dudu foi esperto e fez o porta luz, deixando Borja fazer o que ele faz de melhor: Finalizar. Bola na rede,a única do jogo, a da vitória sobre o Botafogo, sobre o calor e sobre os problemas em campo.

Foi apenas a segunda partida do time no campeonato. Mas algumas coisas, tanto positivas como negativas são visíveis. Falemos das más primeiro. Poderíamos culpar o calor por Marcos Rocha ter vacilado algumas vezes, mas não. O Botafogo explorou demais aquele lado do campo, o que dá a entender que o time viu ali uma boa oportunidade de ataque. E isso foi corriqueiro na partida contra o Santo André. Há de se fazer algo a respeito. Alguém então vai dizer ”ah, cadê os que criticam o Tchê Tchê? Ele não errou nenhum passe na partida” pois é, verdade. Mas todos os passes de Tchê Tchê há praticamente 1 ano são os mesmos, toque para trás ou de lado. Infelizmente ele não é mais aquele cara de 2016, e sabe se lá o porque, poderia ser o melhor do time mas não parece almejar isto mais.

Já nosso camisa 9 vem se esforçando, mostrando vontade e finalmente fez seu gol. Isso é um ponto positivo, mas o Borja tem que prestar um pouco mais de atenção no jogo, pois foram alguns ataques que ele acabou matando no primeiro tempo.
Como um todo, o time de Roger Machado esta se encaixando dentro do esperado e das características do treinador. Como eu disse antes, os 11 se espalhara bem em campo, e era visível a troca de formação: 4-3-3, 4-1-4-1, até com 3 zagueiro o time se montou. Lucas Lima recuou muito em busca da bola e para distribuir as jogadas. E isso é ótimo. Fazer um time que saiba todas as formações e que dependendo do panorama do jogo, consiga mudar a forma de jogar para buscar o resultado. E, que a cada partida, o Palmeiras possa ser fiel ao hino ”defesa que ninguém passa, linha atacante de raça”

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