PRECISAMOS SER MAIS

Longe de achar que estamos em uma crise, mas após o apito final na segunda-feira, o palmeirense volta novamente a questionar algumas decisões e postura do treinador e jogadores do Palmeiras. Em números, o início de temporada não me parece ruim. São até o momento, 11 partidas na temporada, com 7 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Mas então por que a torcida está na bronca com o time?

Ontem na partida contra o São Caetano, o Palmeiras terminou o jogo com 74% de bola, num total de 18 finalizações e 85% de precisão nos passes (info do Análise Palmeiras). Em uma análise fria, quem olha de fora pode imaginar que o Palmeiras deu um baile. O que vem justamente chamando atenção do torcedor que – mantendo a tradição palestrina – corneta o time. A falta de brio, de intensidade, de mostrar uma postura onde o Palmeiras se impõe ao adversário é a principal reclamação de boa parte da torcida. Mesmo tendo um bom aproveitamento nesse início de ano – e levando em consideração o pouco tempo de pré-temporada – a impressão é que os jogadores do Palmeiras ainda não entenderam o que é jogar no Palmeiras.

Mais do que entender o papel tático que deve exercer em campo, é necessário que os atletas entendam que precisam matar um leão por dia. Estrutura exemplar, gestão profissional, valor de mercado, grandes públicos em casa me parece ser as condições perfeitas para um profissional cumprir com o seu papel, então é natural que a cobrança seja maior. E tem que ser mesmo!

Alguns torcedores já começam a questionar a capacidade do treinador Roger Machado – não como um estudioso do futebol e uma promessa da nova escola – e sim no sentido de não conseguir passar ao elenco um espírito vencedor. Concordo que seja cedo para colocar a cabeça do treinador em xeque, mas algumas decisões, como entrar com 3 volantes em um jogo dentro de casa contra um time tecnicamente inferior, é algo que não agrada nem a gregos e nem troianos (muito menos aos palmeirenses).

Na próxima quinta-feira, o Palmeiras reencontra a torcida no Allianz Parque para enfrentar o São Paulo FC, um clássico que nos últimos anos vem trazendo muita alegria ao torcedor palestrino que vai ao seu estádio (o SPFC nunca ganhou e nem empatou um jogo no Allianz Parque). E esperamos de verdade que a postura, a iniciativa, a intensidade e todas as coisas que compõem um time competitivo entrem em campo junto com os jogadores.

Mais do que tática, precisamos de alma. Mais do que dinheiro, precisamos de resultados. Mais do que craques, precisamos de guerreiros. Sabemos que o Palmeiras pode mais. Mais do que poder mais, precisa ser mais. Ser mais Palmeiras.

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