HORA DE VIRAR A PÁGINA

Ainda ressacados pelo episódio lamentável que manchou um derby importante no último domingo (8), os palmeirenses não têm descanso. Torcer para o Palmeiras é isso, viver um turbilhão de emoções atrás de emoções. Nesta quarta, o Palmeiras joga contra ninguém menos que o seu principal algoz sulamericano dos últimos anos: o Boca Jrs.

Equipe copeira da Argentina e muito tradicional na Libertadores, o Boca tem uma certa rivalidade com nós palmeirenses e eu acredito que o sentimento é recíproco. Foi difícil pros caras esquecerem aquela sapatada de 6×1 que demos neles em 1994, pela mesma Libertadores, ainda no antigo Palestra Itália. O jogo foi também pela primeira fase da competição.

Em um otimismo inevitável, enxergo que o jogo de amanhã é a ótima oportunidade do Palmeiras diminuir esse incêndio provocado por uma derrota na final do estadual. E antes que alguns pseudojornalistas e torcedores rivais que irão secar o nosso time venha com o argumento de que o Boca “já não é aquele Boca”, sugiro que pesquise um pouco e perceba que o time lidera o campeonato nacional com folga – a ponto de ter poupado seus principais jogadores na última partida, onde perdeu em casa para o Defensa Y Justicia por 1×2.

O Boca nunca deixou de ser “aquele Boca”. Aquele Boca de 2000 e 2001 que, mesmo com toda polêmica arbitragem (acho que é o karma dos palmeirenses), tinha um time espetacular, liderado por figuras como Schelotto, Palermo, Abbondanzieri e Riquelme. Naquela oportunidade, os argentinos comemoraram duas vezes e nunca mais os palmeirenses tiveram a oportunidade de devolver as duras derrotas.

Longe de ser uma vingança, o jogo de amanhã tem uma importância enorme por alguns motivos. Tanto a sequência do torneio, quanto a auto estima do Palmeiras dependem de um resultado positivo e, se possível, uma exibição mais segura da equipe alviverde que jogará diante da sua torcida que promete quase 40mil pessoas no Allianz Parque.

É hora de virar a página e escrever uma nova história. E pra escrever uma nova história com final feliz, o Palmeiras continua precisando de quem sempre precisou desde a sua origem: o seu torcedor. Por isso digo, por mais tristeza e revolta que estamos carregando no momento, que nesta quarta as quase 40mil vozes que estarão no estádio possam incentivar até o apito final e tenham a felicidade de ver um Palmeiras inspirado na seleção alviverde de 94.

Não há, no momento, um melhor jogo para o Palmeiras provar que sabe ser brasileiro ostentando a sua fibra.

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