Esse time precisa de uma identidade

Nessa tarde, o Palmeiras fará a sua 23ª partida do ano. Se analisarmos os números friamente, eles não são ruins: chegamos à final do campeonato paulista, estamos em 1º no grupo da libertadores e empatamos o primeiro jogo do campeonato brasileiro, fora de casa. Acontece que, no futebol, como em várias outras esferas, os números sozinhos não dizem absolutamente nada.

O Palmeiras chega até aqui sem identidade. Pode perguntar para o torcedor palmeirense: qual é a marca desse Palmeiras versão 2018? Na maioria das vezes, a resposta será algo como: “não sei” ou “não tem uma marca”. Isso é muito pouco para um time que, pelo 4º ano consecutivo, é um dos que mais investem em contratações. Do que adianta ter o melhor elenco do Brasil se não temos um time bem estruturado? Do que adiantar fazer algumas boas jogadas no campo de ataque se a zaga (LEIA-SE: senhor Antônio Carlos e senhor Thiago Martins) comete erro individual toda hora?

A comissão técnica, comandada pelo Roger Machado, precisa definir essas questões o quanto antes. Precisa entender que o futebol é um esporte que premia o time que erra menos e não aquele que arrisca mais. Essa questão diz muito sobre nosso maior rival, que ciente de não ter excelentes jogadores individuais, joga um futebol simples, frio, calculista e SEMPRE atento ao erro do adversário para matar o jogo. Basta ver quando saem a maioria dos gols do time da marginal sem número: nos primeiros e últimos minutos da partida.

Com certeza temos um elenco que nos permite fazer muito mais do que simplesmente aguardar o erro do adversário. Mas acredito que isso seja a base para construirmos um time competitivo e, que após termos esse controle do jogo, podermos por em prática um futebol mais vistoso, propondo o jogo e encantando a massa alvi-verde.

Avanti Palestra!

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