Assim como na série, bastou ter cara, peito e coragem para expor, de maneira nunca vista na história do futebol, um sistema fraudulento, corrupto e canalha que assassinou o futebol brasileiro durante décadas.
Foto: Eu sou Palmeiras até morrer.

Não é de hoje que sabemos que existe sim corrupção no futebol. São tantos exemplos notórios (que, por mais burro que o ser humano consiga ser, consegue enxergar) que, por muitos momentos, pensamos em até mesmo largar a nossa paixão pela redonda.
 
Por incrível que pareça, sempre fomos muito passivos com relação a roubalheira. Os mais velhos irão se recordar da Libertadores de 81, quando o Flamengo de Zico e companhia vencera o Galo no Estádio Serra Dourada, naquele fatídico dia em que o José Roberto Wright, ex-comentarista da TV Globo – coincidentemente – assaltou o clube mineiro, num jogo que até hoje, passadas as gerações, o torcedor Atleticano se recorda.
 
Não precisamos ir tão longe… Ou se esqueceram do Edilson Pereira de Carvalho, aquele mesmo, que participou e se beneficiou de compras de jogos no Brasileiro de 2005, comprovadamente comprado pelo Corinthians? Pois é.
 
Não acredito em teorias da conspiração, principalmente quando colocam sempre a culpa na TV Globo. Mas, sim, é um peso importante, já que ela está por trás de todo o dinheiro que é despejado nos campeonatos nacionais e estaduais, criando um monopólio que não permite a livre concorrência, por levianidade dos clubes brasileiros.
 
Porém, como sempre, um clube tem que dar um passo importante para o fim do monopólio do entretenimento. No hino já diz ”que a dureza do prélio não tarda”. Mais bonito, ainda, no ”ostentando a sua fibra”. E ele ostenta.
 
Assim como a Lava Jato – gostem ou não, prenderam pela primeira vez políticos, ex políticos e donos de empreiteiras – o Palmeiras, pela primeira vez na história do nosso futebol, deu um passe importantíssimo para a reviravolta e evolução do futebol brasileiro: escancarou de forma agressiva e corajosa as falcatruas nos bastidores das federações. Imaginem só a CBF?
 
Não podemos nos esquecer que, a partir de 2019, nossos jogos serão transmitidos pelo Esporte Interativo. Isso doeu na alma dos canais Globosat, já que perderam um importante parceiro comercial, mesmo querendo pagar absurdamente menos, comparando com o que pagam para o time da Marginal Tietê e para o clube carioca.
 
A pergunta que eu deixo no ar é: você, amante do futebol e torcedor brasileiro, fará guerra por simples clubismo – quase que uma guerra ideológica – ou vai apoiar e segurar a corda do Palmeiras para, quem sabe, melhorarmos as condições do nosso futebol?
 
Mais uma vez… Obrigado, Palmeiras!
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