Palmeiras 3×1 São Paulo | A dualidade alviverde em um jogo.

Pare qualquer torcedor do Palmeiras agora, e pergunte o que ele deseja ver nesse time. Acredito que eles dirão coisas como: Padrão de jogo/organização, regularidade e raça. É tudo o que mais esperamos deste time, afinal, com os jogadores que temos no elenco, poderíamos estar um pouco mais tranquilos. Não quero dizer que o correto seria estarmos atropelando todos os adversários. Não. O futebol brasileiro é diferente de outros que vemos por ai. Não é dominado por 2 ou 3 times. Aqui os times pequenos surpreendem mesmo, e o time badalado pode falhar várias vezes.

Mas é o Palmeiras né. Queremos ver sempre o melhor. Nossa vontade é pegar jogador por jogador e espremê-los até sair toda a qualidade possível. E tanto time como torcida vivem uma dualidade. A eles, por vezes o título de melhor time(jogando bola) e outrora o de decepção. A nós, o amor contagiante e a raiva destruidora. Gritamos ”Dudu, guerreiro” mas as vezes queremos dar aquele enquadro e falar ” e ai, vamos jogar?”

O choque-rei mostrou bastante o que é o Palmeiras nessa temporada: Uma espécie de ”o médico e o monstro” 2 Palmeiras totalmente diferentes. No primeiro tempo, foi o verdão apático, desorganizado e sem objetivos, que tentava chegar ao gol, mas não sabia ao certo como. Determinado momento da partida, já estava cansado de ver bolas alçadas para área sem que houvesse uma finalidade. ”O que tem nesses caras? Por que o Roger não faz algo?” E o alvo acaba sempre indo para o treinador, por mais que xinguemos os 11 titulares. Treinar o Palmeiras não é tarefa fácil, apesar do enorme prazer que é quando tudo vai bem. Na beira do gramado, dizem que o professor é passivo, sempre calmo, não tem aquela pegada que a torcida gosta. Foi para o vestiário com o revés, vaias e a corda no pescoço.

O que aconteceu no vestiário? Se soubéssemos ficaríamos enojados ou felizes? Vai saber, mas surtiu efeito na cancha. Rolou a bola e o time incorporou o espírito que tanto queremos que eles tenham. Era a vez do Palestra dominante, organizado e com raça. No primeiro tento, linda trivela de Moisés para Keno, que chutou-cruzou e sobrou para Willian, que mandou para gol e nos concedeu a dúvida: Teria Dudu, impedido, tocado na bola? Concluiu o juiz que não. 1×1 então. O segundo tento começou com nosso garoto Hyoran, que deixou a bola dar uma escapadinha mas que foi bem a calhar. A pelota sobrou no pé de Willian, que de primeira mandou um golaço. Esse tava impedido, é verdade, mas…E quando este que vos fala menos esperava, ia para a geladeira atrás da cerveja, o time já fechava o placar. De Moisés para Hyoran, que viu bem Dudu e mandou na cabeça do nosso guerreiro, pro fundo da rede. Ele correu, correu e correu, louco, apaixonado pelo clube, gritando e desabafando. Final da peleja, 3×1 e tabu mantido.

Ora, temos de cobrar é verdade. Mas sempre com responsabilidade. Explodimos, passamos raiva e nos tornamos céticos, mas por que amamos esse clube e queremos ver um jogo bonito, que nos encha de orgulho. Que esse Palmeiras tenha em mente isso e no campo mantenha a regularidade. Eles tem condições, qualidade e nossa confiança.

 

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