UM TRIUNFO MADURO

Antes de mais um derby paulista no futebol brasileiro, o time rival demitiu seu treinador (que voltou a ser interino) e contratou um novo para o seu lugar. Dizem as más línguas que isso foi uma estratégia pra diminuir um possível estrago que viria acontecer no domingo, no Allianz Parque, contra o Palmeiras. “Melhor demitir antes e aceitara derrota do quê perder mais uma e aumentar a crise”. Independente dos problemas deles, precisávamos resolver os nossos e um desses problemas era justamente encara esse duelo como todo palmeirense espera ver o time diante dos rivais: COMENDO GRAMA!

Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Antes de falar da raça e dedicação de todos os jogadores e profissionais da comissão técnica, eu me sinto na obrigação de falar da postura do Felipão antes do jogo. Tirou o peso, tirou o fantasma e aquela obrigação pesada dos jogadores, e distribuiu com todos, inclusive nós torcedores. Óbvio que o nosso comandante sabia da importância do jogo, afinal, é um PALMEIRAS x Corinthians, mas a experiência falou mais alto e o Scolari pôs panos quentes em uma possível polêmica que estava prestes a ser acesa pela imprensa esportiva.

A bola rolou às 16h, do domingo, na nossa casa. O que eu vi, foi um jogo truncado, mas duas equipes distantes quanto ao objetivo do jogo e a capacidade de pôr em pratica suas ideias. A estratégia de demitir e contratar um técnico novo prestes ao clássico funcionou até a página dois. O próprio Felipão disse que pensou um time imaginando que o treinador rival não teria tempo de fazer nada de diferente pra esse confronto. De fato. O time deles continuou apresentando o mesmo futebol pobre que vem apresentando e nós, em contrapartida, engolimos os caras.

Weverton? Seguro. Havia tempo que meu coração não palpitava e eu suava frio toda vez que uma bola era lançada em nossa área, mas nosso goleiro tem demonstrado uma segurança fora do normal. Nossa linha de defesa – teoricamente reserva – parece que jogam juntos há anos. Destaque para Victor Luís #CriaDaBase que jogou muito bem e para Luan que, além de capitão, foi soberano na partida. Dudu, que pediu pra jogar, justificou seu pedido e jogou muito, parado por um detalhe chamado travessão. E o Deyverson? Bom, dentre todas as coisas que precisamos pontuar (quem sabe em um próximo texto), o Deyverson foi o principal personagem da partida. Enquanto esteve em campo, honrou o manto e deu o seu melhor. Numa piscada de olho (ops), fez o único gol do jogo. Choro de emoção, alegria e desabafo. Deyverson é emoção à flor da pele – mesmo precisando conter ela durante a partida.

Pra quem esperava goleada, posso dizer que só não aconteceu porque o ferrolho tava bem fechado lá atrás, porque volume pra isso não faltou. O objetivo foi cumprido. Mais uma vitória em cima dos nossos fregueses, mais 3 pontos e continuamos colado do líder do campeonato, mais um jogo sem tomar gol, mais um jogo sob o comando do Felipão – chegou aos 200 jogos e como presente foi expulso! (hahaha). Palmeiras apresentou, não só um melhor futebol do que os rivais, como uma postura de quem entende o que é jogar um jogo desse. E era isso que os torcedores mais sentiam falta.

Questione as escolhas, o esquema tático, a proposta de jogo e tudo isso que os analistas se apegam pra enxergar o futebol, mas não exclua o principal ingrediente desse esporte que mexe tanto com nós, que é a emoção. Queremos ver nosso time jogar bem, é claro. Mas ver nosso time vencer sem passar sustos, já é mais do quê meio caminho andado. Que continuemos nessa sintonia, torcida e time juntos, para no fim do ano comemorarmos com mais alguma(s) taça(s) em nossa rica sala de troféus.

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