Ultrapassa(n)do

  • 24 de setembro de 2018
  • Matheus Lotti
  • Matheus Lotti
  • 0
  • 1252 Views

O dia 13 Maio de 2017, foi sem dúvidas um dos dias mais inesquecíveis para mim. Eu, do interior de São Paulo, fui até a capital com amigos, ver o Maximus Festival. E dentre diversas bandas que tocaram no dia, vi com meus olhos uma das maiores do metal: SLAYER! Testemunhei com meus olhos, aqueles homens já velhos, mostrando que a idade não faz com que eles deixem de mandar muito bem. Inclusive, o último álbum da banda é a prova disso.

Na música, é comum se exaltar aquilo que é velho, e acabar por desmerecer o que é novo. No futebol brasileiro, é comum acontecer o contrário.

 

Fim de jogo na Ilha do Retiro. O Palmeiras do velho Felipão vence por 1×0 e está agora por 1 pontinho de roubar a liderança do São Paulo. E é 1 pontinho mesmo, pois em caso de igualdade na pontuação, o verdão se torna líder pelos critérios de desempate.

Não foi dos jogos mais fáceis. O Sport luta contra o rebaixamento, e jogando em casa, teve de mostrar serviço. O começo foi de pressão do Palmeiras, mas ao desenvolver da etapa inicial, foi faltando criatividade ao time, e o Sport acabou equilibrando as coisas. Tudo bem que a equipe pernambucana não teve grandes chances, mas se igualou por falta de chances por parte do Palestra.

Lucas Lima saiu de campo machucado, e deu lugar a Guerra, que ressurgiu depois de acharmos até que o cara havia desaparecido. Curiosamente, o último jogo dele foi ano passado contra o Sport.

Insatisfeitos com o resultado, o Palmeiras voltou melhor para o segundo tempo, e logo de inicio teve 2 boas chances. A primeira com o Guerra, num esperto passe de Thiago Santos. A segunda foi com Deyverson, que saiu livre, driblou Magrão e mandou para fora. Felipão tirou Jean e colocou Willian. 1 minutos depois, em seu primeiro toque na bola, marcou o gol da vitória. Na bola parada, o zagueirão Gustavo Gomez cabeceou para gol, a bola entrou mas não entrou, no rebote, Bigode enfim balançou a rede. Mais uma vitória do time no brasileirão, que agora vira a chave e enfrenta o Cruzeiro pelo jogo de volta da Copa do Brasil.

 

O 7×1 não me fez odiar Luiz Felipe Scolari. O primeiro título que eu comemorei na vida, foi o penta. Tirando o Paulistão de 2008(vencido pelo também ”ultrapassado” Luxa) o primeiro título de expressão que eu vi o Palmeiras vencer, foi a Copa do Brasil de 2012. Felipão pra mim é como essas bandas velhas que se mantém na ativa e continuam fazendo bons trabalhos. Até aqui, foram apenas 2 derrotas, e o time de Felipão não perde no brasileiro a 11 jogos. Quando chegou em Palestra Itália, o São Paulo tinha 8 pontos de vantagem. Hoje é apenas 1.

Como abordei em 1 texto passado, o técnico conseguiu ir bem além do que se esperava. Sempre que chega um treinador novo, o anseio do torcedor é para que este encontre e forme uma equipe titular. Scolari conseguiu fazer duas equipes sólidas, que dão conta do recado. É incrível que, mesmo com o time empatando ou perdendo, a gente tem a sensação de que vai dar certo, em algum momento vamos marcar o gol, ou que na volta a gente resolve. Com os ditos ”reservas” o Palmeiras foi galgando posições no Campenato Brasileiro, até chegar na vice liderança. Já com o titulares, construiu boa vantagem no jogo de ida da Libertadores contra o Colo Colo, decide em casa agora. Apesar da desvantagem contra o Cruzeiro, sabemos da força que tem os times de Scolari em mata mata, por isso devemos depositar confiança, ainda mais com o que ocorreu no jogo de ida.

O velho Felipão esta ultrapassa(n)do!

Share: