UM DIA APÓS O OUTRO

Ontem eu amanheci super confiante em uma épica classificação. Achei que o Palmeiras iria entrar com o máximo de concentração e que não repetiria os erros da primeira partida. Mineirão cheio, time adversário em vantagem no placar e nas arquibancadas, mas isso nunca foi problema para o Palmeiras. Inclusive nessa temporada, onde já saímos vencedores de duelos onde fomos desacreditados – inclusive por parte da torcida.

Ao apito final, ficou uma sensação de que fomos eliminados não apenas pelo mérito do Cruzeiro, que tem um baita time. Jogam juntos há duas temporadas, o treinador já encaixou seu estilo de jogo e o torcedor entendeu isso e apoiou. Longe de tirar o mérito dos cruzeirenses. Mas analisando friamente, tomamos dois gols praticamente da mesma forma: inicio de partida, falha defensiva (de uma defesa que vem bem), ataque cirúrgico e gol de Hernan Barcos (aquele do #TamoXunto). Ou seja, por maior que seja o mérito da equipe do Mano Menezes, o Palmeiras foi eliminado porque não soube acertar.

Que se faça críticas ao desempenho do time na partida, às alterações do treinador, mas que mantenha o bom senso e principalmente a justiça em reconhecer que, apesar de tudo, o Palmeiras segue lutando. Para quem passou anos de sofrência vendo seu time longe dos holofotes, sem disputar nada de relevante, ver hoje o verdão sendo considerado favorito em todas as competições que disputa é sim motivo de orgulho. E isso não pode deixar de ser dito.

Não soube se acertar em campo e manter o foco. Vontade não faltou, o que faltou – na minha opinião – foi perder o medo de perder. Senti falta de um time mais agressivo no primeiro tempo, onde demos apenas um chute a gol (de fora da área). Senti falta de algumas peças que estão lá para desequilibrar, como Dudu e Borja. Senti que Marcos Rocha, de fato, não tem condições de tomar o lugar de Mayke nesse time das Copas. Jogamos mal, erramos bastante e, no fim das contas, a eliminação foi compreensível, apesar de tudo.

Não me entenda mal. Não tô naturalizando uma derrota, mas analisando todo o contexto, querer que um time que está batendo de frente em três competições simultâneas, com um calendário mais do quê apertado e ainda assim exigir futebol de alto nível todo jogo… só no video game!

Então palmeirense, o que precisamos fazer é manter o apoio incondicional ao Palmeiras. Mais do quê apoiar jogadores e comissão, apoiamos o Palmeiras. Domingo, no Pacaembu, encontraremos de novo o Cruzeiro. Outra competição, outro clima, outros objetivos e até outros jogadores em campo. Mas continua sendo o Palmeiras, continua sendo mais uma batalha que devemos travar e vencer para continuarmos vivos.

Nada como um dia após o outro. Nada como se manter em outras duas competições importantes como o Brasileirão e a Libertadores com chances reais de vencer as duas. A dor tem que ser sentida, os erros tem que ser trabalhados, mas o trabalho não pode parar. A derrota em uma batalha não pode ser maior que o objetivo final da guerra. E nessa guerra de troféus e cifrões, estamos vivos. Fomos atingidos, acontece em qualquer luta, mas ainda estamos de pé.

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