A hora do mergulho; a hora da verdade

  • 25 de outubro de 2018
  • Emanoel Luiz
  • emanoel
  • 0
  • 211 Views

A HORA DA VERDADE

‘- Feche a porta, esqueça o barulho. Feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho’

Engenheiros do Hawaii

Começamos com uma pergunta:

– Quem acredita na vitória que ingressará o Palmeiras à final da Copa Libertadores da América de 2018?

Vão me chamar de louco se disser que eu acredito? Claro que vão, já me chamam nos comentários mesmo. Vão me chamar de ilusório, vão dizer que estou tentando plantar na mente de vocês uma teoria louca de chance absoluta que o Palmeiras vai à final da Libertadores; é lógico que vão dizer, eu sei [não os julgo, eu me disse isso]… Mas não, não estou plantando nenhum plano mirabolante na cabeça de nenhum de vocês, estou aqui para dizer o óbvio pr’quem é escolhido para torcer para o Palmeiras: o Palmeiras foi, é e sempre será o time da VIRADA e porque eu vos digo isso? Por que eu, nas minhas quase três décadas de vida, já vi o Palmeiras realizar fatos memoráveis tão incríveis quanto a própria história do futebol pode protagonizar, na história que o alviverde imponente carrega têm feitos muito mais milagrosos/divinos/”impossíveis” cabíveis que de algo que não existe no nosso vocábulo, o “impossível”.

O jogo de ontem foi difícil de engolir, né? Foi difícil pra dormir, garanto e aposto uma cerveja com qualquer pessoa que nenhum palmeirense dormiu bem esta noite que parecia ser a mais longa de toda a história Palestrina de cada um. Começamos o jogo com uma gana, um tesão, um entusiamos esperando se repetir o resultado da nossa última passada pelo la bombonera. Os jogadores também… Um erro repetido, contado, batido e ultrapassado. Não se joga com um resultado obtido na primeira fase de uma competição como essa, óbvio aquele 2×0 [gols de Keno e Lucas Limas] entram para o bônus da história mundial da bola, mas não conta pra ontem: primeiro erro estava aí, achar que aquele resultado assombraria o Boca.

Com uma falta de controle de bola, do tipo: o Palmeiras luta, luta e luta, toma o controle da bola, perde o controle, corre atrás tudo de novo e tudo se repete em um incrível, e desgraçado, looping temporal: luta pela posse, têm a posse: devolve pro boca. Recomeçando todo o processo, isso causou um cansaço no meio campo do Palmeiras, que na minha humilde opinião é pesado quando se joga com o Moisés, e não que isso seja ruim! Pelo contrário é bom sim porque o Moisés é um dos cérebros desse time e o cara é um monstro na articulação. Mas talvez pro jogo de ontem… Lucas Lima fosse o mais indicado para atuar na função de incisividade e articulação aguda, onde podia alternar com Dudu a função de “meiuca de campo”. No decorrer do inicio do segundo tempo, podia entrar Hyoran no lugar do Borja, trazendo o Bigode pra finalização e o Hyoran trazendo profundidade pro jogo, numa outra alteração poderia tirar até o Bruno Henrique e jogar o Deyverson lá na frente e por o time jogando pra frente, para buscar incomodar o Boca e trabalhar bem as bolas, finalizando. Finalização, foi o quê faltou ontem!

Enfim, não adianta chorar o leite derramado, o lance agora é buscar o resultado de pelo menos encaminhar para os penais e decidir na sorte.

A HORA DA FORÇA MÁXIMA

Entretanto, amigas e amigos: é a hora do Palmeiras mostrar sua verdadeira força, se esse time ainda não deu o 100%, é hora de entregar os 100% totalizado e com bônus na próxima quarta feira. E se já deu 100%, tá na hora de buscar os 200%!

Hora de fazer valer todas as expectativas, não da mídia mas sim a nossa expectativa de que temos um time incrivelmente capacitado de encarar frente à frente uma desvantagem como essa, em busca desta vaga na finalíssima da Liberta que tanto aguardamos e agora que estávamos tão perto… Enfim, é hora de fazer valer cada oração, cada vibração, cada momento de entrega nesta competição…

A torcida, com toda certeza absoluta, estará em peso presente transformando o #AllianzPorco no inferno alviverde que em muitas ocasiões, incontáveis eu diria, jogou junto com esse time à cada dividida, a cada disputa de bola.

É muito difícil, a matemática aponta que é impossível, mas não haverá luta antes de se render, não cederemos. Disputaremos, buscaremos, seremos um só a cada um dos onze dentro das quatro linhas… Mas os milhões que são Palmeirenses estarão presentes, estarão em uma só alma, seja no boteco com os amigos, seja no estádio, seja sentado no sofá, sozinho, com a camisa da sorte, estaremos juntos em uma só ação: cantando e vibrando como sempre e para sempre.

Não está morto quem peleia. Avante!

Share: