Abaixa o preço, Palmeiras. Por nós.

Cadê a minha gente que estava aqui? O preço engoliu. Arrancou um olho, um rim, uma raiva. Cobrou caro por um serviço ruim. Aumentou 20% o preço do Avanti e não melhorou nem 0.1% a qualidade do serviço. Mesmo com o maior patrocínio do Brasil renovado hoje, com a possibilidade de R$123 milhões entrarem nos cofres do clube esse ano, a faca ainda é enfiada no torcedor. Sem dó. Nem piedade.

Em 2018, a estreia em casa foi com 31.679 torcedores. Esse ano, afastaram 9 mil palmeirenses de casa, preenchendo apenas 22 mil lugares. Menor que a média de público no Allianz Parque, 32 mil palmeirenses. São 10 mil pessoas a menos em casa, isso não é normal. Não é aceitável.

Não dá mais para aplaudir renda. Nem aumento de 20% no Avanti. Nem o (des)serviço que é dado ao palmeirense. Nem o valor que é cobrado nos ingressos. Não tem como criticar uma torcida por não lotar mais a sua casa ou que só lota em jogos importantes cobrando esses preços. Não tem como sacrificar necessidades básicas, como já que me falaram que era o certo a se fazer.
O que mais queremos em uma quarta-feira a noite, domingo a tarde, quinta, sábado, sexta, terça, o dia que for, é te apoiar. É comemorar o gol do Deyverson ou do Borja abraçando nossos irmãos palestrinos. É gritar pros quatro cantos que o Prass é o melhor goleiro do Brasil depois de pegar um pênalti, pqp! E também chorar com você no ombro do amigo palmeirense quando tudo der errado. É até ver uns jogos sem tanto brilho, como o de hoje. Não tira isso da gente, por favor.

Palmeiras, olha para a sua gente. Não tira de nós a alegria de estar na nossa casa. Não nos esfaqueie mais. Não precisamos pagar tudo isso, não temos como pagar tudo isso.

Nós precisamos de você, Palmeiras. Mas você também precisa de nós. Pra empurrar, cantar, vibrar, ser campeão. Olha para a sua gente. Abaixa o preço dos ingressos para nós. Por nós.

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