Pedir mais é pedir muito?

Após um jogo muito fraco tecnicamente do time alviverde neste último domingo (17), no empate em 0x0 contra a Ferroviária, o que se viu nas reações da maioria dos torcedores no Brasil a fora foi uma indignação coletiva. Já se foram 7 rodadas do campeonato estadual, após uma semana cheia para treinar, e o que vimos foi um time preguiçoso e que passa a impressão de simplesmente não querer jogar.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O mais difícil foi ter destaque positivo do time que entrou em campo. Talvez, o goleiro Jailson que quando exigido, correspondeu bem, evitando uma tragédia maior. Mas foram poucas as vezes que o time adversário ousou pra vencer, parecia desde o primeiro minuto satisfeito com um empate diante do atual campeão brasileiro. A obrigação era toda do Palmeiras, em tomar as iniciativas e, consequentemente, vencer. Ou ao menos balançar a rede, já que em 2019 é algo que estamos desperdiçando muitas chances.

Alguns jogadores muito abaixo do rendimento esperado. Carlos Eduardo teve mais 45 minutos de oportunidade e, por mais corneta que seja a torcida do verdão, não dá pra dizer que não tínhamos razão em perder a paciência com o atacante. Lucas Lima novamente sumido, a dinâmica que o Scarpa deu ao time contra o Bragantino fez muita falta, mas muitos torcedores se perguntaram o motivo do Zé Rafael não ter tido a oportunidade de começar como titular. Miguel Borja, apesar dos 3 gols na competição, já sofre com uma perseguição da arquibancada faz tempo e os gols perdidos em alguns jogos ajudou a intensificar esse sentimento do torcedor, chegando ao ponto de ter sido xingado pela própria torcida com a bola ainda rolando – algo que eu, apesar de entender a falta de paciência do torcedor, discordo.

Quando se fecha o treino, imagina que pelo menos algo de bom está sendo trabalhado (ou ao menos sendo corrigido). Mas quando o time entra em campo e não mostra nada de positivo, é necessário questionar as escolhas da comissão técnica. A teimosia do Felipão não pode prevalecer, ao menos que ele dê oportunidade da imprensa – e consequentemente da torcida – saber que, pelo menos no treinamento, algo de bom está acontecendo.

Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

O palmeirense sabe que não verá o time tendo um futebol “alá Guardiola”, que muitas vezes a ligação direta e bola aérea vai ser a alternativa para se vencer uma partida. Mas isso sendo feito com eficiência, não tem problema nenhum. Trazendo resultado, não tem problema nenhum. Se os jogadores tiverem mais disposição de correr e ter interesse em vencer um jogo contra os times de menor expressão, não tem problema nenhum.

Pedir mais é pedir muito? Cobrar menos, por quê? O Palmeiras parece que ficou em 2018 e tá resistindo a entrar em 2019. Não quero esperar um jogo na estreia da Libertadores para ver um time com mais vontade e disposição. Quero ver isso a cada partida do time, pois estamos falando da Sociedade Esportiva Palmeiras. E diante de toda a estrutura e profissionalismo que vem sendo implantado no clube nos últimos anos, o mínimo que esperamos é uma resposta à altura em campo.

A zona de conforto não pode se tornar rotina e, sendo assim, enquanto o time não provar em campo que merece uma trégua das cornetas, da arquibancada elas continuarão a soar.

Avanti, Palmeiras!

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